D.O.M. – Menu Reino Vegetal

Oi gente, tudo bem?

Podem me chamar de sumida e de relapsa, mas a verdade é uma só: minhas férias acabaram e, com isso, a moleza chegou ao fim também. Fevereiro está aí para mostrar que o ano começou e que agora temos 11 meses (pq janeiro já era) para fazermos tudo acontecer.

Massssss, como somos lindos e fofos – e modestos também -, o post de hoje é muito, mas muito especial. Visitamos um dos restaurantes mais importantes de São Paulo, o D.O.M., cujo chef é ninguém menos que Alex Atala – recentemente apontado como um dos 20 mais-influentes-de-todo-o-mundo (falei enchendo a boca). Entendeu?

 

D.O.M.

Mais que isso. Estive lá a convite da honradésima Nina Horta. Vocês estão compreendendo o tamanho da pompa deste post? Sabem o que é admirar uma pessoa por muito tempo e, num belo dia, ela te chamar pra jantar e provar o buffet vegetariano de um lugar incrível? Então, é bem por aí. Acho difícil haver quem não conheça, mas resumindo bem resumidamente, a Nina é cozinheira, escritora, dona de buffet – o Ginger – e mantém uma coluna sobre gastronomia às quintas-feiras no caderno Ilustrada da Folha de S.Paulo. Além de tudo isso, Nina é simples. Tem um papo gostoso de quem você garante conhecer há anos. Dá truques de cozinha e ensina muito com jeito de quem também aprende com você.

Pois bem. Numa bela noite quente de janeiro enfrentamos a av. Rebouças e chegamos ao D.O.M. E lá pedimos o menu Reino Vegetal, que oferece opções gourmet para quem não é chegado em carne. Como somos finas, harmonizamos nossos pratos com águas aromatizadas (e aqui não sei dizer se o certo é aromatizada ou água com sabor. Se alguém souber, corrija-me). A primeira servida foi a água com sabor de lima, seguida por outra de banana, mais uma de pitanga, a de cambuci e, por fim, a de pitanga com água com gás.

O mais interessante é que este é um menu vegetariano sem salada, o que foge totalmente do senso comum. A entrada foi um gel de tomates verdes com elementos cítricos e temperos salpicados por cima. Era como uma gelatina – salgada, claro – e, a cada colheirada, era possível sentir o sabor único de cada “recheio” explodir dentro da boca. Perguntei ao Alex sobre a composição da gelatina, e ele me contou que ela é feita à base de ágar-ágar, sendo assim totalmente natural.

O segundo prato foi uma porção de arroz negro com legumes verdes regados por leite de castanha do Pará. Super saboroso. Como o arroz estava levemente tostado, a crocância ficou incrível.

Em seguida, provamos o fettuccine de pupunha com farinha de pipoca. Eu já havia provado o “macarrão” de pupunha no Vila Imperial, lembram? E adorei ver que este prato está se popularizando como uma opção saudável para quem gosta de uma boa massa.

Depois foi a vez do cogumelo francês com mandioquinha defumada e alho negro. Gente, vocês já ouviram falar nisso? A Nina me contou que esse alho passa dias sendo cozido em fogo baixo. Resultado: ele fica doce, lembrando uma uva passa. Não lembra nem de longe o sabor do alho, que geralmente fica estacionado entre o estômago e a boca por horas.

Uma surpresa foi a batata doce ao molho de chimarrão. A combinação do amargo (bem leve) do molho com o doce da batata fica uma delícia, somado ao sabor da erva.

O último prato salgado foi um tipo de purê (não sei se tem um nome específico) com dois tipos de queijo: o minas e o gruyère. A mistura resulta num purê mais “sólido” e “elástico”, que o garçom traz à mesa enrolando com a ajuda de duas colheres. Divino.

Na sobremesa, fomos agraciadas com uma invenção feita por Atala naquele dia: um creme de maracujá com frutas, com um pequeno caramelo, gelo e água com gás servida na hora. Suave e refrescante.

Adorei a experiência. É legal como existem maneiras simples de transformar um prato corriqueiro numa obra sofisticada. Ok, não estou falando para sairmos comprando alho negro, nem muito menos para tentarmos fazer em casa. Mas quer coisa mais simples que um creme de maracujá com frutas e água com gás? Ou ainda um purê de batatas com dois queijos na mistura? Neste dia, com certeza, a lição que trouxe para casa foi a de fugir do lugar comum.

Refeição vegetariana tem que ter salada? Não necessariamente. Mas, como qualquer outro prato, tem que ter sabor.

E vocês? Já tiveram experiências gourmets (não sei se tem plural pra isso) ou preferem o bom feijão com arroz de todos os dias? Inventam muito em casa?

PS: fico devendo fotos, pq a luz de lá é bem baixa. =/

 

Serviço:

D.O.M.

http://www.domrestaurante.com.br

Tel.: (11) 3088-0761

Rua Barão de Capanema, 549 – Jardins

São Paulo

 

Beijos!

veri.

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10 comentários sobre “D.O.M. – Menu Reino Vegetal

  1. Olá Veri…

    Gente que delicia, almoçar no DOM e ainda mais acompanhada da Nina Horta, eu imagino o quanto deve ter sido maravilhoso!!! E eu não sabia dessa opção de menu no DOM, ótimo saber, levarei meu namorado lá!
    O purê de batatas é o aligot, aprendi a fazer na faculdade, é uma delicia…

    Beijosss! =D

  2. Receita:

    Ingredientes:

    -3 batatas grandes rosenthal de preferência
    -100ml de creme de leite fresco
    – 2 colheres de sopa de manteiga (não pode ser margarina!!)
    -150g de queijo gruyère ralado
    -150g de queijo minas ralado
    -Sal, nós-moscada e pimenta do reino a gosto

    Em primeiro lugar, as batatas devem ser frescas, não muito aguá-da, cozinhe com casca mesmo ela até começar a rachar (tem que ficar muito mole mesmo), então retire as batatas e descasque (cuidado para não queimar as mãos), você deve amassá-las até ficar um creme, não pode sobrar nenhuma pelotinha, é bom passar por uma peneira! Depois misture a manteiga e o creme de leite e bata bastante com o fuet, todo esse processo tem que ser feito com a batata bem quente!!!

    Depois pode reservar o purê e ralar os queijos, leve novamente o purê ao fogo baixo e vá juntando os queijos, primero o minas que é mais duro e depois o gruyere, para testar se está no ponto, pegue duas colheres e verifique a elasticidade!

    Se a temperatura do fogo estiver errada, se a batata não for amassada direito, não dá certo, então tem que ter um pouco de paciência.

    Beijos e espero que gostem!!! =D

  3. HAUhauaHuahaUhAuAhauhaU Largou o Hiran falando nessa… hehehe xD
    Mas que pompa hein?!?!
    Deve ser uma delícia a refeição deles, e não parece ser nada barato ou acessível…
    mas enfim, e este purê hein!?!?! fiquei com “lumbriga” kkkkkk

  4. Não li o post ainda, mas só pela utilidade pública… Se não me engano, AROMA é sabor, não cheiro. Cheiro é fragrancia ou essencia.

    Ou seja, se a água é aromatizada, ela tem sabor.

    Complexo, mas aprendi isso esses dias!

  5. Olá Veri. Obrigada por passar lá no Mas nem peixe?. E você me deixou com água na boca falando desse arroz negro com legumes e leite de castanha do pará. Que incrível deve ser isso.
    Bjs

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