Paul McCartney

No dia 21 último, eu e a Veri fomos ao show do Paul McCartney. Para quem não sabe, nós dois somos apaixonados por música, então não tinha como não vermos o maior músico vivo. O show foi sensacional, 3 horas de hinos tocados na sequência, muitas lágrimas vertidas pela Veri e, ao final, a satisfação de ter presenciado um momento histórico. Mas, como este blog é sobre comida, vamos nos ater àquilo que nos propusemos a falar.

A gente sabia que comer e beber seria caro e precário, então fomos preparados com nossas garrafinhas de água. Porém, chegando lá, ao contrário do que dizia o ingresso, fomos proibidos de entrar com elas, o que é uma idiotice, pois em qualquer lugar do mundo você entra em shows com bebidas, comidas e tudo o mais.

Os preços estavam abusivos como sempre: cerveja e refrigerante por R$ 5,00, água em copo por R$ 3,00 (que virou R$ 5,00 durante o show, por motivos que não entendemos), Ruffles e Doritos por R$ 6,00 e lanches por R$ 8,00. E é sobre esses lanches que eu quero falar.

Entramos no estádio por volta das 19h, ou seja, duas horas e meia antes do show começar, e fui comprar algo para comermos e bebermos. Ao olhar no ‘cardápio’, me impressionei ao perceber que, junto com o hamburger, cheeseburger e cachorro quente, constava um chamado ‘vegetariano’. A primeira coisa que pensei foi ‘que legal’, mas dai eu me toquei que nada mais justo, afinal estávamos esperando para assistir ao show de um dos mais famosos e ativos vegetarianos.

Só que esta agradável surpresa durou pouco, na verdade o tempo do caixa até o balcão, pois quando eu pedi o tal lanche recebi como resposta um ‘já acabou’. Como, já acabou, se ainda falta um tempão para começar o show? Que organização e controle é este, que disponibiliza para as pessoas uma quantidade de comida muito inferior daquela que vai ser consumida? Isto só tem um nome: incompetência. E que, infelizmente, prevalece em TODOS os shows de estádio que já fui até hoje. E com isto nem sei do que era feito o tal lanche vegetariano, o que impossibilita uma análise do mesmo.

Resumo: passamos a noite de Ruffles, pois eu também não tive coragem de pagar o preço cobrado por um hamburger gelado, já que o microondas não dava conta de esquentar os lanches de todos. Por isto eu sei que quando vou a algum show, vou passar fome, é inevitável. Uma pena este desrespeito com as pessoas que pagam caro por um ingresso.

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3 comentários sobre “Paul McCartney

  1. Show no Brasil é: preço alto, organização zero, descaso e despreparo.

    Nos outros shows que já fui, também tive dificuldade para muitas coisas e o lance dos preços abusivos também aconteceu, mas eu me diverti mais e me importei menos com os problemas, mas isto também é um sinal (para mim ao menos) que estou ficando velho – hehehe – mas isto não é desculpa pra que as coisas não melhorarem.

    No meu caso, acredito que o SWU tenha sido meu último “grande show”. Também sou vegetariano, e no famigerado evento, ainda tinha o hamburguer vegetariano, mas para conseguir comprar… foram mais de 40min gritando e empurrando na frente da “barraca”.
    Mas eu não pretendo ir a outros por diversos motivos:
    1o – O ingresso custa um RIM;
    2o – A organização é precária: no ingresso de vocês permitia levar água (alimentos talvez) e no meu caso o site oficial do evento, os banheiros são um horror a parte, é fila e mais fila para tudo e fica pior ainda na saída, etc.;
    3o – Alimentação além de cara (um lanche com pão, hambúrguer vegetariano e duas folhas de alface – por R$ 12,00), é ruim – e ainda seco, sem molho. E para conseguir comprar a comida ou bebida é um parto (e quanto mais demorar, pior fica);
    4o – Muita muvuca, onde tudo é difícil, como os já citados problemas da fome e sede, tem a privação de necessidades e o empurra-empurra esteja onde você estiver (exceto perto dos portões de entrada) e no meu caso, com joelho em recuperação do acidente, foi ainda pior;
    5o – Aproveitamento quase zero, exceto por poder dizer “eu estava lá”, não há quase proveito do evento em si, que seria curtir o som da banda ou cantor ao vivo e ver o show, o que é quase impossível. Na verdade eu ouvi (quando o som não falhou ¬.¬) e assisti pelos telões que ficaram pequenos…

    Por estas e outras mais, na próxima vez vou ver em casa, com conforto, sem filas, com banheiro limpo, comida e tudo o mais que precisar, sem gastar mais de R$ 200,00 de ingresso, R$ 12,00 em um lanche que não vale R$ 2,00, e ainda a viagem que pode ser de várias formas (buzão, carro, van) e sempre fica cara.

    Bom o blog, continuem escrevendo, pena que as avaliações ficam a mais de 100Km daqui hehehehe

    1. Ah Fábio
      o foda é que eu adoro shows, por mais que eu passe os perrengues, eu aproveito os shows e, se não vou, me arrependo depois. Agora, comida, conforto e higiene não é algo que podemos esperar, definitivamente. Engraçado pensar que pagamos uma fortuna e nada é investido nestes ítens

      abs

  2. Eu tive até que sorte no SWU na hora de comer, não enfrentei taaaaaaaaaaaanta aglomeração pela comida assim. E tive uma puta sorte, pq em um dos dias, consegui uma batata-frita quentinha…! =)
    Eu me alegro facilmente…=)

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