Ela

É muito difícil encontrar estatísticas sólidas que apontem o número real de vegetarianos no Brasil. Os dados variam entre 5% da população brasileira (segundo a Sociedade Vegetariana Brasileira) e 28% (de acordo com o Instituto IPSOS), mas ambos sem data de origem para os estudos.

Decidi me tornar vegetariana há quase sete anos, mas na verdade sempre tive a impressão de que nunca digeri muito bem a carne. Parece que minha digestão durava horas e ainda com aquela moleza…a sensação de que o sangue e a energia do corpo todo estavam concentrados num único lugar: o estômago.

Frango? Detesto o sabor. Sentia gosto de mofo na boca e ainda a sensação de mascar uma massa amorfa que não diminuía para poder ser engolida. Até que gostava de peixe, mas foi numa conversa com um de meus irmãos que decidimos parar de comer carne juntos – ele compartilhava das mesmas idéias e sentimentos indigestos.

A partir daí, o sentimento de misericórdia com os animais que são assassinados para ir para a mesa ou ainda para virar bolsas, sapatos (ou até cocô) tornou-se ainda maior. Me lembro de estar em um restaurante com meus pais com uma pizza de calabresa no prato. Foi a primeira vez que não consegui comer, pois a imagem que vinha à minha cabeça era a de um porco morto.

Hoje sou ovolactovegetariana (e também não sei mais se isso é junto ou separado com a nova ortografia). Não parei de tomar leite, nem de comer queijo e nem ovo porque são coisas que adoro e não consigo retirar da minha alimentação.  E também acho que deve ser muito complicado fazer todas as modificações no cardápio – incluindo embutidos – para excluir estes itens. Esta é minha opção.

Anos se passaram e acredito que tenha me adaptado muito bem a esta escolha. E minha família também. Não moro com meus pais, mas sempre que os visito, sinto que é com prazer que sou recebida com uma nova receita elaborada por minha mãe. E tenho aprendido muito. Me esforço para encontrar novas e nutritivas receitas para preparar em casa e servir para os amigos e agora para o namorado.

Outra coisa são os programas que fazemos. O vegetariano – como uma pessoa normal – gosta de frequentar bares e restaurantes, mas muitas vezes tem decepções: fica restrito à batata frita, ou tem de pedir para retirar a carne do prato. Alguns aceitam, outros não. Aqui, com o tempo, pretendemos identificar os amigos dos vegetarianos por meio de um selo “veggie friendly”. Mas isso já é assunto para outro post.

É isso, fiquem à vontade na nossa cozinha!

Bjs,

veri

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